Teste: Renault Duster Oroch Dynamique 1.6 SCe

Ela chegou representando uma nova categoria de picapes no mercado brasileiro, preenchendo uma enorme lacuna existente entre as picapes pequenas (VW Saveiro, Fiat Strada e Ford Courier, por exemplo) e as chamadas “médias” (GM S10, Toyota Hilux, Ford Ranger, por exemplo).

As “novas médias”, no entanto, ganharam um caminho diferente, bem parecido com o ocupado pelas SUVs, ou seja, um carro alto, grande, mas sem grande apelo fora de estrada, com exceção feita às versões topo de linha.

Mas mesmo menos tecnológica que a rival, a picape Oroch tem qualidades que merecem destaque, a começar pelo design. A Oroch tem visual encorpado, para-lamas alargado em relação a carroceria, conjunto óptico diferenciado em relação à versão SUV (com faróis de milha e neblina instalados nos para-choques), traseira alta e, claro, preço inferior.

A picape Duster Oroch, exatamente nas configurações que o veículo avaliado está custa R$ 82.330. Enquanto isso, a Fiat Toro, em sua versão de entrada, a Endurance, custa praticamente R$ 10 mil a mais – R$ 92.990,00. Neste caso, não há o que pensar: aposte na picape da Renault.

Mecânica dá conta do recado

Avaliamos a Renault Duster Oroch na versão Dynamique e que sai de fábrica com o novo motor 1.6 SCe e câmbio manual de cinco marchas. Em relação ao propulsor anterior de mesma cilindrada, ele vem com novo bloco, cabeçote, cárter e pré-cárter, todos em alumínio, fato que reduz o peso do conjunto em cerca de 30 kg.

Mas estas não são as únicas novidades do modelo: o cabeçote 16V possui duplo comando, com variação apenas na admissão, admissão de corrente de comando, novos injetores de combustível, pistões e anéis revestido com material que reduz o atrito, coletor de escape integrado ao cabeçote e o sistema que a Renault nomeou como ESM (Energy Smart Management) – que nada mais é do que um alternador que consegue recuperar a energia cinética do motor e a envia para a bateria quando o acelerador não está pressionado. É uma forma inteligente de cumprir a função sem gerar carga mecânica no conjunto, reduzindo, portanto, o desgaste das peças bem como o consumo de combustível.

Com todas estas mudanças, o novo propulsor gera 120 cv de potência máxima e tem torque máximo de 16,2 kgfm, ambas métricas com etanol no tanque, cerca de 10 cv e 1,1 kgmf a mais que o antigo propulsor 1.6.

Na prática, o novo conjunto com câmbio manual de cinco marchas faz bem à picape, que anda bem na cidade, sempre com agilidade e força o suficiente para não te deixar em apuros. Quando falamos em consumo, os números também são bons: 9,2 km/l com etanol em trecho combinado 60% cidade, 40% estrada, ambas as medições com ar-condicionado ligado no talo.

Visual

Neste ponto, a Renault pecou. A picape permanece exatamente como era em seu lançamento. Mas isso deve mudar entre o fim deste semestre e o início do próximo, quando o SUV Duster deve passar por uma repaginada.

Por dentro tudo também continua igual: uma predominância de plásticos duros, mas que na unidade avaliada, apresentavam bom encaixe e não haviam rebarbas aparentes.

Conforto e ergonomia

A posição de dirigir elevada é bem vinda no trânsito urbano, mas pode incomodar ao muitos altos ou baixos, já que o modelo não possuir regulagem de altura do assento ou da coluna de direção.

Mas em outro ponto a picape se revela melhor que a versão SUV: o espaço interno. Graças aos 15,5 cm a mais no entre-eixos da picape, que viaja dentro da Oroch vai confortável, bem confortável.

A suspensão também colabora para o conforto de rodagem, com sistema independente nas quatro rodas (dianteira McPherson, traseira Multibraços). As rodas de 16″ calçam pneus Michelin LTX Force 215/65 para uso misto e, apesar das características da banda de rodagem, são bastante macios e silenciosos.

A caçamba também é espaçosa: 683 litros e a picape tem capacidade de carga de 650 kg, o mesmo informado pela Fiat para a sua picape.

Itens de série

A versão Dynamique, apesar do aspecto simples, é bem equipada, com destaque para o eficiente ar-condicionado analógico, direção eletro-hidráulica, sensor de estacionamento traseiro, Media NAV com GPS (para mim, o melhor entre aqueles que não possuem Apple CarPlay ou Android Auto), piloto automático, santantonio, barras longitudinais no teto e protetor de caçamba, tudo de série.

O que poderia melhorar

Bom, são alguns aspectos relevantes. Para saber quais, assista ao vídeo no começo da matéria 🙂

Veredicto

Ela é a melhor opção para quem quer um carro alto, confortável e com boa dirigibilidade. O acabamento interno deixa à desejar, primando pelo excesso de plásticos duros, mas mesmo assim não é de todo ruim. Ela é melhor que as opções mais menores, e tem custo-benefício melhor que a rival Toro.

Galeria

Ficha Técnica – Renault Duster Oroch Dynamique 1.6 SCe MT

  • Motor: 4 cilindros, 16V, duplo comando variável na admissão – 120 cv (E) / 118 cv (G) a 5.500 rpm, 16,2 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: manual 5 marchas, tração dianteira
  • Direção: eletro-hidráulica
  • Suspensão: McPherson (dianteira), multilink (traseira)
  • Freios: discos ventilados (dianteira), tambores (traseira)
  • Pneus e rodas: 215/65 R16, liga leve
  • Caçamba, 683 l (650 kg)
  • Tanque de combustível, 50 l
  • Peso, 1.296 kg.
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